Tahiti

Localizado na Polinésia Francesa, em pleno Oceano Pacífico, o Tahiti é apenas uma ilha, mas poderia ser considerado um paraíso. O mar com águas em tons de azul-turquesa e a paisagem encantadora garantem ótimas fotos e o cenário romântico ideal para viagens a dois. Os arredores também são de tirar o fôlego. Bem próximo ao Tahiti, está a bela Bora Bora, uma ilha paradisíaca apelidada com um insinuante nome ”Pérola da Polinésia”. O destino é cercado por lagos de águas cristalinas que convidam o turista para um banho de mar a todo instante. Vale a pena, também, ficar pelo menos um dia hospedado num dos bangalôs sobre o mar, experiência única na vida.

Um paraíso à vista!

Por volta de 4.000 a.C., uma grande migração foi identificada rumo ao Sudeste Asiático, sendo que estas pessoas se estabeleceram nas Ilhas do Pacífico. No entanto, as viagens de colonização iniciaram nas Ilhas Marquesas – um dos grandes arquipélagos que forma a região – por volta de 200 a.C. A exploração europeia, por exemplo, começou a partir de 1.500 quando algumas embarcações chegaram na costa. Foi o caso de Magellan que em 1521 encontrou o atol Pukapuka, hoje chamado de Tuamotu, onde ficam as lindas Rangiroa e Manihi.

Em 1595, o explorador espanhol Mendaña chegou a Fatu Hiva, nas ilhas Marquesas, mas não iniciou a colonização nem o comércio na ilha. Esta tarefa ficou para os ingleses, cerca de 170 anos mais tarde, com o capitão Samuel Wallis a bordo do navio G.M.S. Dolphin que avistou a ilha Tahiti e a nomeou de Ilha do Rei George III. Apesar disso, o navegador francês Louis-Antoine de Bougainville avistou o outro lado do Tahiti e o considerou como parte do reino da França, o que foi crucial para que começasse a rivalidade entre os dois países para o controle da ilha. A medida que a região se tornava conhecida na Europa, a Polinésia Francesa recebia diversas visitas, como a do capitão James Cook que criou o primeiro mapa das ilhas do Oceano Pacífico.
A dinastia local chamada Pomare governou a ilha até 1847 – quando aceitou a proteção francesa das ilhas Moorea e Tahiti -, mas foi em 1880, após a morte da rainha, que o Rei Pomare V cedeu a região à França, iniciando a dependência. Hoje, a Polinésia Francesa é conhecida como um “Territoire d’Outre-Mer”, ou seja, uma região pertencente ao país, mas em outro continente. Apesar disso, há um governo próprio, assembleia e presidência, itens essenciais para manter relações internacionais de comércio e investimento.

No ritmo da cultura polinésia

Beleza dos Polinésios - Photos courtesy of www.tahiti-tourisme.com

Com uma cultura bastante fortalecida pelas tradições, os polinésios vivem e celebram a herança dos seus ancestrais, os Maohi. Prova disso, são os preservados santuários (chamados de marae que antes eram os centros de poder da Polinésia) que, hoje, são palcos para importantes celebrações.
Além disso, a música – embalada pelos tambores e flautas – e a dança são extremamente presentes no cotidiano polinésio, já que em cada momento da vida, há um tipo diferente para expressar os sentimentos. Sempre alegre e com um ritmo contagiante, as danças típicas contam com um forte movimento dos quadris e mãos e são apresentadas para dar as boas-vindas aos turistas, rezar aos deuses, provocar um inimigo ou despertar a sedução.
Nas raízes polinésias, a tatuagem é vista de forma bastante positiva, pois além de indicarem beleza, ainda estão diretamente relacionadas com a transição rumo à adolescência. Quanto aos artesanatos, é possível encontrar o charme dos pareôs, aquelas vestes floridas as quais as mulheres estão sempre usando, os trabalhos com conchas e cocos e, é claro, a beleza negra das pérolas cultivadas ali.

Fonte: The Official Website of Tahiti Tourism e Revista Viagem e Turismo

NOITE
Quando o sol vai embora, o agito começa nas ilhas polinésias. Jantares especiais nos grandes hotéis e resorts são apenas uma das opções para os viajantes. Assistir a um espetáculo de dança em um dos clubes ou simplesmente balançar o esqueleto no ritmo polinésio é uma boa pedida para começar a noite.

CONTATO COM ANIMAIS

 Moorea

Moorea - Photos courtesy of www.tahiti-tourisme.com

Saindo do Tahiti a bordo de um catamarã, basta meia hora para chegar a Moorea. De tão pequena que a ilha é, apenas duas horas são suficientes para percorrer sua extensão, seja de carro ou moto. Ali, há plantações de algodão, café, cana-de-açúcar e ananás – o nosso abacaxi, elogiado como o mais doce da região – e também montanhas que podem ser exploradas de carro, a pé, helicópteros, veículos 4×4 etc. No entanto, o passeio mais característico é nadar com os amigáveis golfinhos e dar comida a arraias e tubarões. Para explorar ainda mais as belezas da ilha, alugue uma scooter e vá em busca das melhores paisagens.

Huahine

Huahine, no Tahiti

Huahine - Photos courtesy of www.tahiti-tourisme.com

Apenas trinta minutos de avião separam Huahine do Tahiti. Na verdade, são duas ilhas praticamente unidas, apenas ligadas por uma ponte. O território compreende oito vilarejos e há uma boa quantidade de fazendas de baunilha, melão e banana. Reza a lenda que o nome Huahine (bela, em espanhol) foi dado pelo Capitão Cook, e que a ilha foi dividida ao meio com a canoa do Deus Hiro. Deixando a história de lado, o viajante pode fazer o tour pela ilha de barco ou ônibus, conhecer o vilarejo de Fare, com opções de restaurantes ou visitar os sítios arqueológicos, já que a ilha concentra templos antigos.

Rangiroa
Rangiroa - Photos courtesy of www.tahiti-tourisme.com

É um dos melhores locais para a prática de mergulho, com 240 pequenas ilhas espalhadas ao redor. Um dos passeios mais tradicionais é o mergulho de cilindro e o snorkelling, é claro, mas, além disso, você pode curtir as praias como Blue Lagoon Motu, Tiputa Point e L’ile Aux Recifs, cada uma com sua particularidade. Conheça as vilas Avatoru e Tiputa, sendo que na primeira há hotéis, bancos e lugares para compras e na segunda, um pequeno hospital, correios e um vilarejo administrativo à disposição dos turistas.

Manihi
Manihi, no Tahiti

A fama de Manihi decorre das fazendas de pérolas negras, já que as águas possuem as condições ideais para a produção. O cultivo das pérolas lhe rendeu um conceito internacional sendo que hoje, existem cerca de 60 fazendas responsáveis por manter esta cultura. Não deixe de aproveitar a calmaria das águas e conhecer o vilarejo de Turipaoa – morada para cerca de 800 habitantes, com poucos carros e cercada por Hibiscos, Primaveras e Frangipanis, flores típicas da região – e o de Manihi, onde praticamente todo mundo se conhece.

Tikehau
Tikehau, na Polinésia Francesa

A graciosa Tikehau é morada de uma infinidade de peixes, inclusive, o mergulho ali é uma boa pedida. O oceanógrafo francês Jacques Cousteau afirmou em uma de suas pesquisas que o atol possui uma das maiores concentrações de peixes da região. Não é à toa que a pesca se destaca como a principal atividade ali. Vale a pena conhecer o vilarejo Tuherahera e também a Ilha dos Pássaros, com uma infinidade de espécies.

Taha’A
Taha'A, na Polinésia Francesa

Localizada nas Ilhas Sociedade, Taha’a é a ilha irmã de Raiatea, onde estão situadas as fazendas de melancia, coco e baunilha. Por falar em baunilha, 80|sPercent| de toda a colheita de baunilha da Polinésia vem daqui, o que justifica a fama dos tours pelas fazendas. Como a ilha é pequena, vale a pena explorá-la a pé, de carro ou de bicicleta, finalizando o passeio com um piquenique na sombra de um coqueiro.

Raiatea
Raiatea - Photos courtesy of www.tahiti-tourisme.com

Um paraíso distante. A tradução do nome já nos adianta bastante sobre o que esperar de Raiatea. Responsável por uma das maiores produções de baunilha, a ilha é considerada a mais sagrada de todas, pelo fato de ter sido berço da religião e cultura há mais de 1000 anos. Hoje, o turista encontra uma série de atrativos como explorar o Rio Faaroa, (o único navegável da Polinésia) a bordo de uma canoa, descobrir o Monte Temehani, seja a cavalo ou a pé, conhecer Utoroa e seus artesanatos ou simplesmente curtir a tranquilizante atmosfera polinésia.

Frutas exóticas, peixes frescos e receitas para lá de saborosas

Cesta de frutas típicas - Photos courtesy of www.tahiti-tourisme.com

Como de costume, os destinos de praia se destacam com uma gastronomia voltada aos mariscos e frutos do mar. A Polinésia Francesa não seria diferente, mas com um detalhe a mais: as frutas tropicais, sempre presentes nos pratos. As opções são várias como coco, ananás, manga, papaia e melancia, além da presença da baunilha em grande parte dos preparos. Por falar em frutas, prove a breadfruit, conhecida no Brasil como fruta pão, um dos símbolos da Polinésia Francesa.
Um dos pratos mais famosos por lá é o Tamaaraa, um cozido de peixe, frango ou porco com legumes e verduras, envoltos em folha de bananeira e assados durante quatro horas num forno de chão. A iguaria é tradicionalmente servida nos hotéis e restaurantes da região. Outra receita bastante típica é o peixe cru com leite de coco, que leva atum, limas, tomates, pepinos, alho e cebola.
Quanto às bebidas, vale a pena experimentar nem que for apenas um pouquinho da cerveja local Hinano, com 5 por cento de teor alcoólico, considerada a mais famosa marca da bebida no destino. O logotipo da cerveja – uma garota sentada de pernas cruzadas e vestida como as taitianas – pode ser visto em várias estampas e encontrada com facilidade pelo comércio das ilhas. Para adocicar a refeição, prove os licores e sorvetes artesanais feitos com abacaxi e coco.

Joias do mar, da terra ou das mãos do homem

Beleza da pérola negra - Photos courtesy of www.tahiti-tourisme.com

Você pode zanzar por algum tempo nas ilhas, mas não adianta: o coco será encontrado em grande parte dos artesanatos! De tão estrela, a fruta ganha inúmeros destaques nos arquipélagos, inclusive, responde pela segunda maior movimentação financeira, atrás do turismo. O coco é utilizado também nos sutiãs que as mulheres usam nas danças típicas, além da palha auxiliar na construção de telhados das casas. Por fim, a fruta ainda aparece nos cosméticos, em sabonetes, xampus e hidratantes que podem ser uma boa pedida para as lembranças.
Há ainda os pareôs de colorido vivo e cheios de flores (uma veste tradicional das mulheres taitianas) que podem custar em média US$ 30. O artesanato em madeira também é bastante apreciado e os viajantes encontram esculturas, máscaras, tambores, travessas, bolsas e outros itens. Aproveite também os trabalhos feitos com as folhas de palmeira, como as cestarias.
Agora, se você for ao Tahiti e pretender gastar um pouco mais nos presentes, não deixe de conferir as pérolas negras, cultivadas nas águas mornas de Papeete e outras ilhas. Como se fosse uma verdadeira joia do oceano, as pérolas ganham coloração diferenciada, sendo que algumas tendem para os tons de roxo, verde, azul e até rosa. Há uma variedade de joalherias onde se pode encontrá-las, mas não tenha dúvidas que a Polinésia Francesa é o melhor local para se comprar pérolas, que pode ser adquiridas com ou sem a joia. Vale lembrar que o preço varia de acordo com o grau de perfeição, podendo custar até US$ 5 mil.

Exótica em todos os sentidos

Bangalôs - Photos courtesy of www.tahiti-tourisme.com

BANGALÔS
Quando se pensa em Polinésia Francesa, o que vem à mente é aquela imagem paradisíaca de um mar azulzinho e um bangalô sobre as águas, não é mesmo? Pois saiba que este tipo de hospedagem foi criada no hotel Bora Bora Lagoon Resort, o pioneiro na construção de bangalôs e também um dos mais luxuosos do mundo.
TATTOO
Acredite, a palavra ”tattoo” (tatuagem, em inglês) foi originada no Tahiti e descreve uma lenda de Tohu, o deus da tatuagem, que teria pintado os peixes em desenhos variados e coloridos. Não é à toa que a população é conhecida pelas suas flores e também os corpos pintados, o que justifica o fato de 60 por cento dos nativos terem alguma tatuagem. Na cultura polinésia, os desenhos indicam a chegada da adolescência, o nascimento dos filhos e acontecimentos importantes na vida.

Típica flor Tiare Apetahi - Photos courtesy of www.tahiti-tourisme.com

FLORES
A famosa florzinha do Tahiti pode ser vista por todos os lados, afinal, faz parte da cultura como um símbolo. As mulheres usam a flor na orelha direita para mostrarem que estão solteiras, enquanto outras a deixam na orelha esquerda, num sinal de compromisso com alguém. Além disso, é possível encontrar as flores nos típicos colares que são costumeiramente utilizados na recepção dos turistas ainda no aeroporto.
Por falar em flores, há a “Tiare Apetahi”, uma espécie de gardênia, que só pode ser encontrada lá de tão rara que é. Ela floresce apenas no Monte Temehani, na ilha de Raiatea, tem sempre cinco pétalas e carrega um perfume extremamente marcante. Sua origem é cercada por uma série de lendas como o som do desabrochar das pétalas que remete ao coração partido de uma mulher ao não ser autorizada a casar com o filho do rei.

CERVEJA HINANO
Sim, o Tahiti é exótico e, por conta disso, tem uma cerveja própria! É a Hinano que desde 1955 agrada inúmeros adoradores com seu sabor inconfundível e seu logotipo mais do que característico – uma taitiana com pareô e flores no cabelo. O autor deste famoso desenho é Pierre Heyman, mas diversas versões já foram lançadas, um prato cheio aos colecionadores. De coloração dourada e pouca fermentação, a Hinano conta com um avançado processo de produção e pode ser vista nas versões lata e garrafa.

Fonte: The Official Website of Tahiti Tourism e Revista Viagem e Turismo